[B-S/A] Não me diga para...

domingo, janeiro 31, 2016


Este é um projeto do grupo Blogueiras S/A, o primeiro do ano! Já sobre opinião porque gostamos de escrever o que pensamos sobre alguns assuntos que permeiam a nossa vida. 

Sobre o projeto:
"Quem já ouviu uma vez ou outra que ''não pode usar isso'', ''não pode pintar o cabelo assim'', ' que você deveria se comportar de forma x'' assim muitas vezes abdicamos da nossa personalidade/estima, para agradar e respeitar uma determinada pessoa ou grupo.Não querendo assim entrar em conflito. 

Pensando nisso nasceu o projeto "Não me diga para...'' onde você pode ilustrar uma situação com uma foto sua (ou não),onde dá a resposta e explica o porque dela,ou seja,mostrando para si mesma e para os outros que nem sempre devemos ceder,abrir mão de nós mesmos, para se encaixar em um padrão estético/comportamental.Não devemos nos calar diante de tanta falta de respeito conosco,seja dentro ou fora do nosso grupo de convívio.
Ao final deixe uma mensagem para quem estiver lendo,que esta mensagem traga a tona sua experiência de descoberta e auto-respeito.E que assim ajude alguém a superar tantas coisas,caso esteja nesse processo de auto-descoberta conte como está sendo,estimule as pessoas a começarem tal iniciativa."


Bom, no conjunto da obra eu nem pareço mais tão diferente assim, sou uma mulher aparentemente comum, principalmente porque depois de me verem com determinada roupa as pessoas se habituam a ver as mesmas um tempo depois quando tudo cai no gosto popular. 
Mas é aí que está o problema, até tudo cair no gosto popular. O antes de ser popular é tão rejeitado pela maioria das pessoas e você que já se identifica com tal estilo de cara, lá na descoberta, acaba sofrendo muitos questionamentos e rótulos. 
Mesmo com a imagem aparentemente "normal" as pessoas começam a descobrir que sou diferente quando notam que os gostos por música, leitura e até comida não batem nem um pouco com deles. Este é um ponto. Mas o mais engraçado é quando uma amiga sua te acompanha ao shopping para fazer uma pequena compra, um sapato!
 Passando em frente a loja da Melissa, anos atrás (cerca de uns oito, eu acho), fico encantada com um sapato que já conhecia e não possuía. Era uma versão da marca de sapatos de plástico para um tão conhecido e batido Oxford, pena que essa popularidade se dava na Inglaterra não no Brasil! Me deparei com a minha amiga falando "Ah não, miga! Qualquer um menos esse. Sei que você é ESQUISITA, mas esse não!" 
Geeeente, eu engoli isso a seco, fui chamada de esquisita por uma pessoa que faz parte da minha vida! Porém, como sou esquisita mesmo tomei até como elogio. Mas ecoou em meu ser e até hoje lembro do episódio e reflito sobre a questão.
Isso aconteceu há oito anos, entretanto tanto minha amiga quanto eu já fazíamos parte de um grupo considerado seleto de pessoas de um curso universitário que em seu cerne prega exatamente a desconstrução de padrões impostos pela sociedade! Meu dels! Por que para tantos tipos de diversidade já levantavam uma bandeira compreensiva e para simplesmente o meu gosto por sapatos diferentes não havia compreensão e não continua havendo? 
Atenção, não estou comparando a minha causa com A,B ou C que o mundo deve, sem dúvidas, ver muito mais relevância. Mas aí está o problema, não considere o meu mal-estar com a opinião das pessoas em relação ao modo que me visto como irrelevante e futilidade da minha parte. Este é o problema, diminuírem a causa dos outros. Porque até mesmo minorias que são reprimidas fazem parte das pessoas que também reprimem outras, ninguém é 100% legal na sociedade, ok?
Enfim, continuarei a vestir a roupa que gostar, sempre soube que não precisava me encaixar, principalmente esteticamente, em determinações de grupos para as pessoas gostarem de mim. Sei que existem pessoas que me aceitam como sou, mesmo elas achando tudo em mim muto esquisito. Muito clichê esse pensamento? Sim! Mas, felizmente, possuo um grupo de amigos que inclui a pessoa citada no episódio acima que gostam de mim. Nem tudo que eu faço ou visto elas fariam, assim como as coisas que eles vestem ou fazem eu também não! Fico feliz de apenas em um momento escutar coisas não tão boas de digerir de pessoas que gosto, porque das que não convivem comigo escuto pior, porque hoje escuto muito mais complementos em relação a minha pessoa, isso me deixa feliz!


Não deixe de conferir a opinião de outras participantes nos links abaixo:

Vocêtambém pode gostar

0 comentários

Podem comentar, ainda não paga!! Beijo e um queijo!