Eu, eu mesma e minha vaidade

by - segunda-feira, agosto 10, 2015


Este é mais um projeto cabeça do grupo Blogueiras S/A. Vamos falar sobre vaidade, mas, principalmente, sobre como escolhemos como interpretar este conceito em nossas vidas!

Sobre o projeto:
Quando ouvimos a palavra Vaidade sempre associamos a produtos de beleza e cosmética,nem sempre vem de primeira o nosso "desabrochar" diante do espelho e nossa beleza única.Pensando nisso o B-S/A decidiu realizar mais um projeto para reflexão: Em qual momento de sua vida a sua real vaidade desabrochou?Aquela vaidade sem padrões estéticos,sem cobrança social e sem cobrança própria?Quando a auto-valorização veio e o que você pensa a respeito disso?Caso não,o que pensas de fato sobre?


Sabe, quando era pré-adolescente e via filmes como "Ela é demais" ou "10 coisas que eu odeio em você" eu já sabia extrair o que a personagem principal estava querendo passar, que mesmo sendo 4 olhos e desengonçada (eu!!!) as pessoas tinham que me aceitar. Sabe tive uma característica que essas personagens traziam, a imposição de si próprio, as pessoas gostando ou não. 
Mas sabe quando eu fui querer ser parecida com outros? Quando eu quis atrair amigos e olhares de uma determinada tribo, e essa tribo não era das garotas populares da escola e bonitonas e sim do pessoal considerado "mulambento" , "como lixo" e que "dormem em cemitério"! As pessoas absolutamente não faziam nada disso, mas era com essas que eu queria andar! Entretanto, não foi isso que eu fiz. 

Continuei com amigos de sempre, porém, externalizando a minha excentricidade. Eu esteticamente destoava das minhas amigas angelicais de luzes loiras nos cabelos. Eu queria ter o cabelo vermelho. Desde sempre, desde 9 anos de idade que a minha Spice Girl favorita era a Geri! Mas por volta dos 13 anos que as mudanças foram acontecendo, quando usar lápis de olho se tornou essencial na minha vida. Anos depois eu viria aperfeiçoar a técnica de passar muito lápis nos olhos , o que era "adorado" por algumas pessoas. 

Acho que eu nunca liguei para o que as pessoas comuns iriam achar de mim, mas ainda queria chamar atenção dos "descolados", do povo alternativo. Afinal, eu era sozinha no quesito "ter alguém para compartilhar minhas estranhezas". Só que eu não precisa ser "estranha" com alguém, eu conseguia e consigo sustentar o meu estilo sozinha. 

Logo quando comecei a poder comprar minhas coisas sozinha e explorar novos lugares de compra eu consegui imprimir mais de mim no meu visual. Acho que aos quatorze anos de idade já podia me considerar uma menina diferente em algo. Comecei a ser um imã de outras pessoas diferentes que compartilhavam comigo coisas que gostávamos. Ser portador de um estilo trás a identificação com seu semelhante. 

Aí comecei a ser dona de um estilo interessante, não só mais a menina de jeans, camisa de banda e all star igual a muitas outras por aí. Acho que eu sempre quis ser diferente em algum aspecto. Digamos que a minha vaidade era bem peculiar e continua sendo.

Você pode conferir outras participantes do projeto nos links abaixo:

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