Projeto: Meu Querido Diário

domingo, dezembro 07, 2014


Hey, grrrls! Esse é mais um projeto do grupo Blogueiras S/A, idealizado pela Marcela do blog Madchen Rosenrot. Escolhemos trazer para os leitores um pouco de nossas particularidades, tentar passar um pouquinho mais da gente.  O "Meu Querido Diário " quer mostrar um pouco de como fazíamos quando adolescentes em nossas agendas e diários, porém, de uma forma mais reflexiva. Bora conhecer um pouco mais sobre mim?


      Se tem algo que me faz refletir sobre a minha adolescência é a influência que tive de mulheres famosas e incríveis que de uma certa forma fizeram de mim o que sou hoje. Quando mais novas recebemos um boom de informações e nos faz querer agarrar um pouco de cada um delas e tomar para nós como filosofia de vida. 
     O que eu queria ser quando adolescente? Certamente nota-se que ser uma Riot Grrrl, mas ter ideais feministas não me tornaram uma extremista, queria em meu pequeno mundo os meus pequenos direitos igualitários dentro da minha própria casa, do tipo que meu pai reconhecesse que mesmo sendo uma menina de 15 anos eu pudesse sair e me divertir e que no final da noite ele pudesse me buscar de carro e me trazer para casa em segurança. Mas isso não me fazia uma acéfalo que fazia as coisas por modinha, eu era adolescente e esta era a minha causa, a minha luta. Afinal, com 15 anos você se preocupava com o que além do teste da escola e poder sair com as amigas? Uma vida bem pacata. 
     Mas a minha vida não se pautava em apenas direitos iguais, eu também queria ser lindamente esquisita e angelical. Trazia minhas influências sexies de líderes de bandas em quem eu deveria me inspirar, principalmente no que não fazer. Não era porque eu era incondicionalmente fã da Courtney Love, e ainda sou, que eu iria me comportar como ela, mas havia muita chance de querer me parecer com ela, quando crescesse. Meu mau exemplo! 
    Para quesitos de beleza eu tinha também minhas inspirações. Sabe as revistas de adolescentes? A beleza que eu me inspirava com certeza não estava lá, estava em um lugar que só as meninas como eu poderiam encontrar, no underground. Olhos marcados, cabelos coloridos, do jeito que dava porque naquela época não tinham os produtos que tem hoje. Um frasco da caríssima Jeans Color era presente de Natal! Chokers? Nós já usávamos e ninguém na rua entendia, ainda mais quando misturávamos com nossas meias arrastão mais furadas que de costume, toda vestimenta preta e com um pequeno toque de menininha, como uma presilha tic tac colorida. 
     Dos pais ouvíamos as explicações aos conhecidos "Isso é fase, depois passa. A irmã mais velha foi a mesma coisa." Será que passou mesmo? Acho que apenas esteticamente. Continuo me sentido a mesma menina do underground, apenas camuflada nesta sociedade impositiva e injusta com os esteriótipos. Uma questão etnológica para sobrevivência!

Para escutar:





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